Infertilidade
A
Infertilidade é a incapacidade do casal engravidar e
ter um filho após um ano ou mais de relações
sexuais regulares sem o uso de métodos contraceptivos,
como camisinha, pílula, etc. Pode acometer tanto homens
como mulheres e o tratamento a ser escolhido dependerá
de cada caso, assim como a idade da mulher, da(s) causa(s) da
infertilidade e das respostas a tratamentos anteriores.
Infertilidade
não é a mesma coisa que esterilidade. Cerca de
90% de todos os casos de infertilidade diagnosticados podem
ser atribuídos a causas específicas, que permitem
à maioria dos casais receber tratamento apropriado e
conseguir engravidar. Infelizmente, as mais recentes estimativas
indicam que a infertilidade está ocorrendo numa freqüência
cada vez maior afetando cerca de 10-15% dos casais em idade
reprodutiva.
Aproximadamente dois em cada dez casais têm dificuldade
de engravidar. É muito importante que este casal procure
assistência médica especializada. O médico
que cuida destes casos é chamado de especialista em Reprodução
Humana. Enquanto muitas pessoas associam a infertilidade às
mulheres, ela de fato ocorre igualmente em homens e mulheres.
Cerca
de um terço de todos os casos podem ser atribuídos
a fatores que envolvem as mulheres e um terço está
associado a fatores masculinos. Os casos restantes são
causados por uma combinação de problemas, envolvendo
ambos os parceiros, ou não podem ser explicados.
Desta forma o primeiro passo do médico é
realizar exames no casal procurando as causas da baixa fertilidade.
Costuma-se chamar isto de Pesquisa Básica de Fertilidade.
É fundamental que os exames sejam feitos no casal. Tal
fato se justifica por dois motivos: Primeiro pela oportunidade
do especialista discutir o planejamento da pesquisa e depois
o tratamento com o casal. Segundo
pela possibilidade de ambos terem problemas de fertilidade.
É um absurdo o tratamento de apenas um membro do
casal sem conhecer se o outro tem capacidade reprodutiva plena.
A Pesquisa Básica de Fertilidade mostra as causas
da infertilidade.

As
principais causas da Infertilidade Feminina são:
•
Endometriose.
• Patologias nas trompas.
• Infecções pélvicas.
• Anovulação (falta de ovulação).
• Incompatibilidade entre muco cervical e espermatozóide.
• Sêmen de baixa fertilidade.
• Insuficiência de Corpo Lúteo.
• Idade


As
principais causas da Infertilidade Masculina são :
•
Diminuição do número de espermatozóides.
• Pouca mobilidade dos espermatozóides.
• Espermatozóides anormais.
• Ausência da produção de espermatozóides.
• Vasectomia.
• Dificuldades na relação sexual.
As formas de diagnósticos
e tratamento para Infertilidade realizada hoje em dia é
a Cirurgia de Videolaparoscopia para tratamento da:
•
Endometriose
• Patologias tubárias
• Miomectomia (retirada de miomas)
• Lise de Aderências
As principais técnicas
utilizadas atualmente para a Reprodução Humana Assistida
são:
• Inseminação intra-uterina.
• Indução de ovulação.
• Fertilização “in vitro”.
• ICSI
Inseminação
Intra-Uterina
O
objetivo da inseminação é de depositar os
espermatozóides vivos, após um processo de melhoramento
(preparados) dentro do útero geralmente 36 horas após
a ovulação (aplicação do hCG, que
é uma medicação utilizada pela mulher para
que se obtenha um maior número de óvulos) por meio
de um cateter flexível.
A
ovulação é controlada com exames de ultra-som
para que se possa determinar o momento preciso da realização
do procedimento.
Para
realizar a inseminação é necessário
que a mulher possua pelo menos uma trompa saudável.
Os
casais que se beneficiam desta técnica são os que
apresentam alterações no muco cervical, em casos
de distúrbios da ovulação, na causas da existência
de endometriose leve sem obstrução das trompas.
No entanto a principal indicação desta técnica
é nos casos de infertilidade de causa indeterminada. Na
realidade, esta técnica de introdução do
sêmen logo após a ovulação estimulada
por hormônios tem demonstrado ser eficaz em muitos casos.
Para que esta técnica tenha resultado é imprescindível
que as trompas estejam desobstruídas e que a quantidade
e a qualidade dos espermatozóides sejam razoáveis.
Assim a inseminação depende muito da integridade
funcional do genital feminino para ter um maior número
de sucesso.

Indução
da ovulação
Fertilização
"in vitro"
É
realizada na 35ª hora da aplicação do hCG,
uma punção com ultra-som transvaginal com auxilio
de anestesia para captura dos óvulos. Esses são
levados ao laboratório e inseminados in vitro com os espermatozóides
previamente preparados, com ou sem a utilização
de injeção dos espermatozóides nos óvulos
(ICSI). Após 3 a 5 dias, os embriões são
colocados dentro do útero por meio de um cateter flexível.

ICSI
A
técnica de micromanipulação, desenvolvida
há poucos anos, revolucionou o tratamento dos casais em
que o homem apresenta alterações severas no esperma
ou a mulher, com defeitos no óvulo que não permitam
a fertilização pelo espermatozóide.
Através
de microscópios especiais e micromanipuladores, um único
espermatozóide é injetado dentro de um óvulo
através de uma agulha cerca de sete vezes mais fina do
que um fio de cabelo (ICSI).

Esta
técnica é usada não apenas para aqueles homens
com baixo número ou qualidade dos espermatozóides,
mas também para aqueles que não possuem nenhum espermatozóide
no sêmen, ou para aqueles que são vasectonizados.
Nestes
casos, o espermatozóide é recuperado do epidídimo
(um canal logo após a saída do testículo)
ou mesmo do testículo através de uma biópsia.
Caso
o óvulo seja fertilizado, o embrião formado é
transferido para dentro do útero. O processo de estimulação
da ovulação e captação dos óvulos
é feito de maneira semelhante ao da fertilização
"in vitro".
